Il momento dell'orgoglio (english/português below)
- servicesantamaria
- 6 lug
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La sera di mercoledì 3 luglio la Piazza del Presidente, a Santa Maria, è gremita. Le bandiere sventolano e i sorrisi si allargano anche verso chi non si conosce. C'è aria di festa, di allegria. Certo, c'è la competizione, ma è soprattutto il senso di unione, al di là del risultato, a rendere l'atmosfera così intensa e ricca di emozioni.

Sul grande schermo scorrono le azioni dei campioni di Capo Verde, impegnati contro una delle nazionali più forti del mondo: l'Argentina. Non c'è paura. Non c'è timore nelle parole che si rincorrono tra una birra e una risata, ma solo una grande voglia di crederci e di urlare. Una partita che ha tenuto tutti con il cuore in gola fino all'ultimo istante, smentendo i pronostici che vedevano i Tubarão Azul schiacciati dalla potenza calcistica argentina. Sul campo, invece, gli argentini non hanno trovato affatto una vittoria facile.

I tamburi, battuti come una marcia, sovrastano con il loro ritmo profondo il commento che esce flebile dagli altoparlanti. Non serve ascoltarlo: tutti gli occhi sono fissi sullo schermo davanti alla piazza. Fino ai tempi supplementari, quando la favola sembra davvero poter cambiare le percentuali e sorridere ai biancoazzurri.
Capo Verde lotta fino all'ultimo, investe ogni energia e trova nella magia di Vozinha un baluardo straordinario. Il portiere riesce a negare a Messi quasi ogni occasione, impedendogli di fare ciò che sa fare meglio. Quel "quasi", però, dà ragione alla matematica, al risultato, ai numeri comparsi sul tabellone dopo 120 minuti di autentico spettacolo.
I turisti indossano le maglie ufficiali di Capo Verde, sventolano bandiere e gridano a ogni occasione da gol. Un tifo multicolore, una straordinaria energia arrivata da ogni parte del mondo, riunita sotto un'unica bandiera per sostenere una squadra che, fino a poco tempo fa, era quasi sconosciuta ai più, proveniente da un piccolo arcipelago in mezzo all'oceano.

C'è sempre, però, chi — turista o residente — non rispetta il luogo in cui vive o viene ospitato. Chi lascia bottiglie di vetro a terra, abbandona cartacce e rifiuti tra le piante o, peggio ancora, utilizza la scritta "Santa Maria", tanto desiderata dagli abitanti di Sal, come una panchina, dimenticando che si tratta di una struttura delicata, realizzata in plastica e non progettata per sostenere il peso delle persone.

Alla fine non resta la tristezza, né il rammarico. Resta la consapevolezza di aver visto dei veri gladiatori, capaci di affrontare senza timori una delle squadre più forti del pianeta e di regalare ai propri tifosi un motivo autentico di orgoglio. È questo il ricordo che è rimasto nei giorni successivi: la stima per questi campioni che, partiti da una realtà piccola e spesso poco considerata, hanno saputo conquistare il rispetto del mondo del calcio.
Grazie, Tubarão Azul. Avete costretto un campione come Messi ad ammettere che non è stato facile e che, per un momento, anche le sue certezze hanno vacillato.

Aspetteremo il 2030 e saremo ancora con voi, con la stessa passione e con lo stesso orgoglio.
++++++++++++++. English ++++++++
A Moment of Pride
On the evening of Wednesday, July 3, President's Square in Santa Maria was packed. Flags waved in the air, and smiles were freely shared even among strangers. There was a feeling of celebration, of joy. Of course, there was competition, but above all it was the sense of unity, beyond the final score, that made the atmosphere so emotional and unforgettable.
On the giant screen, Cape Verde's champions faced one of the greatest national teams in the world: Argentina. There was no fear. No hesitation could be heard in the conversations flowing between beers and laughter—only a strong desire to believe and to cheer. It was a match that kept everyone holding their breath until the very last moment, defying every prediction that had expected the Tubarão Azul to be overwhelmed by Argentina's footballing power. Instead, Argentina discovered that victory would come at a very high price.
The sound of the drums, beaten like a marching rhythm, drowned out the faint commentary coming from the speakers. It wasn't needed anyway. Every eye was fixed on the giant screen in the square. Even through extra time, when the fairy tale truly seemed ready to rewrite the odds in favour of the Blue Sharks.
Cape Verde fought until the very end, giving everything they had, and found in Vozinha an extraordinary guardian between the posts. Time and again, he denied Messi the chance to do what he does best. That single "almost," however, was enough for mathematics to prevail, for the scoreboard to tell the final story after 120 minutes of magnificent football.
Tourists wore Cape Verde's official jerseys, waved flags and celebrated every chance on goal. It became a colourful crowd, filled with energy from every corner of the world, united under a single flag to support a team that, until recently, was almost unknown beyond this small archipelago in the middle of the Atlantic Ocean.
There are always people—tourists and residents alike—who fail to respect the place where they live or are welcomed. People who leave glass bottles on the ground, throw litter into the flowerbeds or, even worse, use the famous "Santa Maria" sign, so proudly desired by the people of Sal, as if it were a bench, forgetting that it is a delicate plastic structure never meant to support people's weight.
When it was all over, there was no sadness, no regret. There was only the awareness of having witnessed true warriors, capable of standing up to one of the strongest teams in the world and giving their supporters a genuine reason to be proud. That is what remained in the days that followed: admiration for these players who, coming from a small and often overlooked nation, earned the respect of the football world.
Thank you, Tubarão Azul. You even made a champion like Messi admit that "it wasn't easy."
We'll be waiting for 2030, and we'll be there again, with the same passion and the same pride.
+++++++++. Português ++++++++++
O Momento do Orgulho
Na noite de quarta-feira, 3 de julho, a Praça do Presidente, em Santa Maria, estava completamente cheia. As bandeiras ond de alegria. Claro que existia a competição, mas foi sobretudo o sentimento de união, para além do resultado, que tornou aquela atmosfera tão intensa e emocionante.
No grande ecrã, os campeões de Cabo Verde enfrentavam uma das maiores seleções do mundo: a Argentina. Não havia medo. Não havia receio nas conversas que se cruzavam entre uma cerveja e uma gargalhada, apenas uma enorme vontade de acreditar e de gritar. Foi um jogo que manteve todos de coração apertado até ao último instante, contrariando todos os prognósticos que apontavam para uma vitória fácil da Argentina sobre os Tubarão Azul. Em campo, porém, os argentinos encontraram uma equipa que nunca lhes facilitou a tarefa.
O som dos tambores, marcado como uma marcha, sobrepunha-se ao comentário que saía, quase impercetível, das colunas. Nem era preciso ouvi-lo. Todos os olhares estavam fixos no grande ecrã da praça. Até ao prolongamento, quando o sonho pareceu realmente capaz de mudar as probabilidades a favor dos Tubarão Azul.
Cabo Verde lutou até ao fim, entregou tudo o que tinha e encontrou em Vozinha um guarda-redes extraordinário. Repetidamente, impediu Messi de fazer aquilo que sabe fazer melhor. Mas esse pequeno "quase" acabou por dar razão aos números, ao marcador final, depois de 120 minutos de futebol de grande qualidade.
Os turistas vestiam as camisolas oficiais de Cabo Verde, agitavam bandeiras e celebravam cada oportunidade de golo. Um apoio colorido e cheio de energia, vindo dos mais diversos lugares do mundo, unido sob uma única bandeira para apoiar uma equipa que, até há pouco tempo, era praticamente desconhecida fora deste pequeno arquipélago no meio do Atlântico.
Há sempre, no entanto, quem — turista ou residente — não respeite o lugar onde vive ou é recebido. Quem deixe garrafas de vidro no chão, lixo entre as plantas ou, pior ainda, utilize a famosa inscrição "Santa Maria", tão desejada pelos habitantes da ilha do Sal, como se fosse um banco, esquecendo-se de que se trata de uma estrutura delicada, feita de plástico e não preparada para suportar o peso das pessoas.
No final, não ficou tristeza nem arrependimento. Ficou a certeza de termos assistido a verdadeiros guerreiros, capazes de enfrentar uma das seleções mais fortes do mundo e de oferecer aos seus adeptos um motivo de enorme orgulho. Foi esse o sentimento que permaneceu nos dias seguintes: o respeito por estes campeões que, vindos de um pequeno país tantas vezes ignorado, conquistaram o reconhecimento do mundo do futebol.
Obrigado, Tubarão Azul. Conseguiram até fazer um campeão como Messi admitir que "não foi fácil".
Esperaremos por 2030 e estaremos novamente convosco, com a mesma paixão e o mesmo orgulho.




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